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Conflito de emoções





Depois de longa temporada sem postar, hoje senti uma imensa vontade de escrever. Ao som da música que tem me inspirado nos últimos dias e nos próximos meses com certeza, novamente tenho que escrever pra me ajudar a colocar as idéias em ordem.

Muito tempo com um verdadeiro furacão varrendo a minha vida e na semana passada o céu abriu, ficou de um azul que a muito não via. Assim como os problemas vem em bando, as soluções quando vem também chegam todas ao mesmo tempo. Com as coisas voltando pro seu devido lugar e curtindo a euforia do momento, eu me deparei com um sentimento que também a muito andava distante. Foi um susto...

É incrível como sempre estamos buscando algo e no meio do meu céu azul particular , eis que derrepente surge uma nuvem carregada. Não consegui falar com ninguém sobre isso. Acho que porque quando a gente não entendeu algo ainda não dá pra verbalizar. Mas na verdade já vi essa cena antes inúmeras vezes, sei o que desencadeou a tal núvem e o que incomoda. Mas desta vez tem uma diferença que deveria ter colocado ponto final e então minha cabeça deu um nó. Não sei se estou condicionada por uma vida inteira ou se simplesmente sinto. E sinto com uma intensidade absurda ainda que por estar adormecido acreditei que não. A gente adestra sentimentos, mas não por muito tempo...

Me lembrei do livro de José Saramago - O ensaio sobre a cegueira, a cegueira faz com que as pessoas revelem seus sentimentos mais nobres e os mais obscuros também. Meu medo é qual dos dois estou revelando agora. É cega sim. Sofro da cegueira dos que vêem mas não enxergam nesse momento. Sinto como se tivessem levantado a tampa da lata de lixo e me pedissem pra jogar toda uma vida ali. Preciso me perdoar pelo que não tenho culpa. Sei que ganhei apesar de parecer que perdi, mas preciso sentir assim. Como a gente faz isso se dói?

Fora isso previsão de céu azul e estreladas noites de lua nova.

Bjs a todos,
Autora deste Texto: Fonte | Imagem: Imagens do Google

Conto premiado no Lado Negro da Mente Humana

O blog O Lado Negro da Mente Humana fez um concurso com o mesmo nome e escrevi um conto que tirou o terceiro lugar. Fiquei muito feliz porque sou novata, foi meu primeiro conto e para comemorar, coloco aqui o meu conto premiado.

Foi tudo por amor

Dandara desde muito criança se apaixonou. Um amor daqueles que arrebata a primeira vista.
Era seu primeiro amor. Mas Júlio porém, não correspondia. Para ele, Dandara era como uma irmã, por ela apenas conseguia sentir carinho e ternura.

Todos a volta da pequena Dandara com seus apenas nove anos de idade diziam que ia passar, que outros amores viriam. Mas os anos passavam e cada vez mais crescia nela o sentimento que carregava consigo. Se via Júlio passar, mesmo que ele nem a notasse, seu coração pulava no peito, suas mãos ficavam frias e seu coração quente.

Depois de alguns anos começou a crescer entre os dois uma amizade. Ela nunca havia chamado muito a atenção de Júlio, só que um dia, numa dessas oportunidades únicas que a vida oferece, Dandara estava conversando numa roda de amigos quando Júlio chega aflito. Ele conta que sua casa estava cheia de policiais na porta e não o deixavam entrar. Estava muito preocupado com sua mãe, que havia deixado em casa quando foi para o colégio e não sabia o que fazer.

O pai de Dandara era policial, então para aproveitar a oportunidade de ajudar o amado, correu para casa e voltou rápido com aquele que conseguiria saber o que se passava na casa de Júlio. Ao entrar o pai de Dandara se depara com uma cena de assalto, a casa estava toda revirada, haviam objetos quebrados por toda parte e a mãe de Júlio estava caída no chão, morta, assassinada pelos bandidos. Júlio que só tinha a mãe, pois o pai nunca soubera quem foi, ficou sozinho e desesperado. Não tinha mais ninguém no mundo. Dandara e Júlio tinham quinze anos na época, epoca em que ela implorou ao pai para adotá-lo, na esperança de que com a proximidade, pudessem viver o tão sonhado amor que ela esperava.

Assim fez o pai dela, levou Júlio para sua casa, o acolheu, o chamou de filho e cuidou dele. O coração de Dandara estava aos pulos de alegria. Agora ela estaria mais perto de Júlio, seu grande amor. A convivência foi muito tranquila entre os dois, passada a dor da perda de sua mãe, Júlio se adaptava rapidamente a nova família. Mas o tempo foi passando e cada vez mais para ele, Dandara era sua irmã. Agora, sob a proteção de um mesmo pai, só havia por ela gratidão e amor de irmão.

Então é a vez de Júlio se apaixonar. A nova vizinha parece um anjo com cabelos longos, corpo perfeito e rosto delicado. É aparente como Júlio se desmancha quando ela está perto. A cada bom dia ele fica vermelho e a voz quase não sai para responder. Dandara percebe logo e sofre, sofre muito por um amor que considerava guardado para ela, estar sendo dado a outra.

Foram três anos entre a paquera e o namoro dele com a vizinha, de muita dor, lágrimas e sofrimento. Mas Dandara não conseguia desistir. Ela esperava, esperava. A vizinha se foi, passou no vestibular para uma faculdade distante e deixou Júlio triste por não poder ir junto. A situação financeira de uma família simples, como a que o havia acolhido não permitia e ele ainda não trabalhava.

Dandara estava que não cabia em tanta felicidade, mas dissimulava apoiando Júlio em sua dor. Ele então resolve que não perderia outro amor e vai trabalhar. Alguns meses se passam e lá está ele já ajudando nas despesas de casa e guardando um pouquinho para quem sabe um dia realizar seus sonhos. Chega uma funcionária nova na empresa onde ele trabalha e um dia recebe um convite da colega para ir almoçar. No almoço nada percebe, mas nos dias que se seguem não consegue tirar a moça dos pensamentos. Logo começam a namorar.

Júlio já está com vinte anos, a mesma idade de Dandara. Chega então o dia de apresentá-la a família. Dandara que ardia em ódio sai de casa propositalmente. Não queria conhecê-la. Chorava tanto enquanto caminhava sem rumo, que quase não enchergava o que havia pela frente. Secou um pouco o rosto com as mãos e leu uma placa: Trazemos a pessoa amada em três dias. Ela em seu misto de ódio e dor entra num impulso e é recebida por um homem que vestia preto e usava um cordão com um pequeno punhal pendurado nele. A voz do homem era mansa, quase como uma canção que embalava as esperanças dela.

Então ela pergunta o que precisava fazer para ter o Júlio. O homem explica que por uma quantia pequena ele faria por magia com que ele viesse para ela, mas advertiu que ela não poderia se arrepender porque era um pactoe também que algo ruim poderia acontecer a namorada de Júlio, mas ela em sua cegueira não se importou. Em seu desespero ela nem pensou, pagou ao homem para fazer um ritual macabro que envolvia foto, sangue, sacrifício de um animal do qual ela bebeu o sangue. Para ela nada mais importava, precisava de Júlio para viver. Feito o pacto o homem disse que não tinha como saber de que maneira ele viria, mas ela podia esperar que em três dias estaria concretizado.

Então Dandara volta para casa e encontra Júlio arrumando as malas para viajar com a namorada no fim de semana. Assim que acabasse de arrumar tudo, iria buscá-la e estaria de volta no início da semana para trabalhar. A viagem duraria três dias. Ele vai e Dandara ainda com sua ira se agarra ao que havia acabado de fazer. Esperaria os três dias para ter seu amor.

O fim de semana termina e Júlio que deveria voltar logo cedo para o trabalho não chega, as horas passam e nada. Dandara pega então o telefone para saber se ele havia ido trabalhar sem antes passar em casa, mas antes que a chamada se completasse ouve um grito aflito no portão pelo seu nome. Abre a porta e lá está a namorada de Júlio aos gritos, coberta de sangue e atrás dela algumas pessoas que carregavam alguém. Foi um assalto gritava ela, eles queriam me matar e ele foi me defender... ele estava morto. Foi deixado ali no chão diante da casa. Ali diante do seu amor que ela nunca mais poderia ter, olhava para a namorada desesperada e cada vez sentia mais ódio no coração por aquela criatura. Aquela que havia tirado seu amor. Então, olhou para aquela que chorava a morte do que era seu e disse:

- Se não era meu, então não será de mais ninguém.

Entrou, fechou a porta atrás dela e cantarolando foi tomar um chá com bolo.



Aqui está o link de entervista que dei ao blog Os primeiros Raios de Sol, sobre o concurso:

http://osoldadebby.blogspot.com/2009/10/entrevista-com-luna-dani.html

Obrigada Debby Lenon =)

Também gostaria de publicar, aqui mais um selo recebido pelo Fases da Lua por indicação da querida Sara Neves do blog Normal mes nem tanto, segue o selo e minhas indicações:



Indico este selo a todos os blogs dos amigos do diHITT.


Autora deste Texto:
Fonte | Imagem: Imagens do Google

Lua em fase de mudança e mais awards

Oi pessoal, minha vida anda uma completa loucura, a lua está em fase de mudanças profundas, mesmo sem tempo pra postar eu precisava agradecer ao Melhores da Web por indicar meu blog, é uma honra e estou muito feliz.



Quero agradecer a mais uma indicação, recebi este selo de Denise Oliveira do Blog Seja Feliz Agora! e adorei. Obrigada =)

Aqui estão as regras e minhas indicações:

1)Exibir a imagem e publicar as regras.
2)Postar o link de quem te indicou.
3)Responder se usa produtos Natura e os preferidos: Uso, adoro a linha maquiagem, especialmente o lápis de olho.

4)Indicar 10 blogs e avisá-los:

Eu indico:

Quiosque Azul
Dislexia Opcional
Fotos Flores
Os primeiros raios de sol
Mensagens para nós dois

Memórias de Ebael Shaddai
Coisinhas da Escriba
Saudade não tem fim
Maturidade
Anepigrafia

Um grande beijo a todos e prometo voltar a postar em breve.


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